segunda-feira, 31 de outubro de 2011

DIA NACIONAL DO SACI

31 de outubro que dia é hoje???

Dia das bruxas???

 Nãããão hoje é o dia nacional do saci minha gente!!!!
 E é lei viu: O Dia do Saci consta do projeto de lei federal nº 2.762, de 2003

Ok lei? Sim para preservar nossa cultura e folclore...
Pergunte quem sabe o que é o saci? Ah todos né, mas será que esta figurinha simpática ainda está viva nas crianças ultra mega blaster power modernas???

Dia desses tive que dar uma aulinha básica sobre cumadre fulôzinha à uma criança (fiquei triste confesso)

Bem o haloween está presente e é fato, mas não deixemos de comemorar, lembrar, falar e não deixar partir esta lenda tão linda de nosso folclore.
Este negrinho tão safado que não deixa ninguém sossegado...
Vamos fazer uma homenagem ao dia do saci...
Conte a uma criança que você conheça sua lenda, leia seus contos, não deixemos nossas raízes submergirem em detrimento á outras...
Agreguemos o dia das bruxas ao do saci...e vá fantasiado de sai á uma festa...Que legal...aposto que você vai informar a dezenas de pessoas que hoje é o dia dele

O SACI PERÊRÊ
O SACI-PERERÊ
A Lenda do Saci data do fim do século XVIII. Durante a escravidão, as amas-secas e os caboclos-velhos assustavam as crianças com os relatos das travessuras dele. Seu nome no Brasil é origem Tupi Guarani. Em muitas regiões do Brasil, o Saci é considerado um ser brincalhão enquanto que em outros lugares ele é visto como um ser maligno.
É uma criança, um negrinho de uma perna só que fuma um cachimbo e usa na cabeça uma carapuça vermelha que lhe dá poderes mágicos, como o de desaparecer e aparecer onde quiser. Existem 3 tipos de Sacis: O Pererê, que é pretinho, O Trique, moreno e brincalhão e o Saçurá, que tem olhos vermelhos. Ele também se transforma numa ave chamada Matiaperê cujo assobio melancólico dificilmente se sabe de onde vem.
Ele adora fazer pequenas travessuras, como esconder brinquedos, soltar animais dos currais, derramar sal nas cozinhas, fazer tranças nas crinas dos cavalos, etc. Diz a crença popular que dentro de todo redemoinho de vento existe um Saci. Ele não atravessa córregos nem riachos. Alguém perseguido por ele, deve jogar cordas com nós em sem caminho que ele vai parar para desatar os nós, deixando que a pessoa fuja.
Diz a lenda que, se alguém jogar dentro do redemoinho um rosário de mato bento ou uma peneira, pode capturá-lo, e se conseguir sua carapuça, será recompensado com a realização de um desejo.Nomes comuns: Saci-Cererê, Saci-Trique, Saçurá, Matimpererê, Matintaperera, etc.

Origem Provável: Os primeiros relatos são da Região Sudeste, datando do Século XIX, em Minas e São Paulo, mas em Portugal há relatos de uma entidade semelhante. Este mito não existia no Brasil Colonial.

Entre os Tupinambás, uma ave chamada Matintaperera, com o tempo, passou a se chamar Saci-pererê, e deixou de ser ave para se tornar um caboclinho preto de uma só perna, que aparecia aos viajantes perdidos nas matas.

Também de acordo com a região, ele sofre algumas modificações:
Por exemplo, dizem que ele tem as mãos furadas no centro, e que sua maior diversão é jogar uma brasa para o alto para que esta atravesse os furos. Outros dizem que ele faz isso com uma moeda.
Há uma versão que diz que o Caipora, é seu Pai.
 Dizem também que ele, na verdade eles, um bando de Sacis, costumam se reunir à noite para planejarem as travessuras que vão fazer.

Ele tem o poder de se transformar no que quiser. Assim, ora aparece acompanhado de uma horrível megera, ora sozinho, ora como uma ave.


quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Lendas e folclores nordestinos: cumadre fulôzinha

Hoje venho vos falar de uma deidade nordestina,todos de minha geração a conhecem, os mais novos (anos 2000 para cá)não sei... talvez a globalização tenha omitido certos fatos!!!!
Cresci numa família oriunda da zona da mata de Pernambuco, mestiços de índios e caboclos, com as raízes fortes e crenças latentes, minha infância foi povoada por seres míticos e folclóricos, coisa que eu muito agradeço aos meus até hoje.
No meu bairro havia e ainda há (muito tímida diga-se) uma pequena reserva de floresta, onde minha personagem de hoje vivia!!
Venho falar-vos de cumadre fulôzinha, caboclinha danada de grandes cabelos enfeitados de flores, guardiã da mata e dos animais, fulôzinha era porreta e nenhum menino que entrasse na mata para fazer coisas más, sairia impune...
Lembro que visitava o sítio de um amigo de meu pai que ficava as margens da floresta( o sítio do sargento rsrsr) e apurava os ouvidos, louca para ouvir seus assobios, mas tremerosa,já que a danada tinha fama de dar uma boa surra nos meninos, minha vó mais tarde me ensinou que
A pisa que ela dava, era nos ruins de coração e maldosos com bichos...bem assim meu desejo foi outro, ver ela, seu cabelo (seria verde???)...
Bem o fato é que muitos amigos meus e de meus irmãos relataram ter tido contato com comadre fulôzinha, ao entrar na mata ouviam seus assobios, uns corriam de medo, outros
Ousaram fazer coisas más e apanharam muito, sem nunca enxergar de onde vinham as “lapadas”, as marcas de chibatadas na pele realmente eram reais, e a maioria nunca mais voltou para perturbar.
O fato é que cada vez que ia perto da mata, torcia para ver ela, com um medinho claro,mas na certeza de ter ali uma fadinha danada, feita para protejer nossa matinha,
Cumadre tem um trabalho danado,mas tem um poder enorme, a maior parte da reserva foi ceifada,mas ainda existe uma gama de animais, macaquinhos e pássaros pululam lá...
Bem em recife, bem perto de 2 indústrias...
Para agradar ela, ofereça fumo, flores,docinhos, mingau...
Espero poder restar uma matinha no recife apara que meus filhos e sobrinhos possam
Conhecer comadre fulôzinha, cabocllinha linda que é forte como todo nordestino..
À ela hoje dedico este post!!!


domingo, 4 de setembro de 2011

Sobre heróis os karas e sintonias da vida

Hoje recordando coisas lindas de uma vida feliz, meu irmão e eu, nos recordamos que antes de vampiros sensuais, bruxinhos e feitiços espetaculares e até alguns heróis do HQ, tivemos nossos heróis brasileiros, saídos da cabeça genial de um autor brasileiro,
Trata-se do grupo dos KARAS criaturas de PEDRO BANDEIRA...
Sim, pessoas, o Brasil produz heróis (há muito tempo... afinal alguns personagens históricos de Erico Veríssimo, Guimarães rosa, Rachel de Queiroz... são sim heróis, mas isto é assunto looongo para outro post)
Lembro que o primeiro livro da saga dos karas que li foi o anjo da morte, nome sugestivo para uma adolescente, interessada por coisinhas góticas, rock, literatura estranha (POE...) algo de história e um que de rebeldia (não, não é pra entender,...) anjo da morte devia ser sinistro...
Não era... era genial, empolgante, emocionante e se passava no Brasil, um grupo de adolescentes brasileiros, que lutavam por justiça, por honestidade, sempre com muita inteligência e lealdade...
Foi amor à primeira linha...
Descobri que existia uma “saga” com outros livros e então tentei conseguir os outros exemplares, cada um melhor que o outro, já conhecia o Pedro bandeira, de um clássico dos clássicos que todas, meninas da escola leram, a identificação máxima de personagem e leitor, era ler e pronto, no outro dia estava feita a roda de debates das angústias...
A obra? A MARCA DE UMA LÁGRIMA, noooossa foi à terapia minha e de minhas amigas por anos, complexo de Isabel, baixa e alta estima de Isabel... etc. etc...etc... Pedro foi meu ídolo por muito tempo e ainda o é... porque está inexoravelmente cravado em minha história...

Bem, hoje eu já vi vampiros sedutores e pálidos, bruxinhos simpáticos, magos loucos, super heróis a dizer basto...
Porém meus heróis da adolescência com Pedro são meus prediletos, acalentamos até hoje a vontade de ver en vivo com voz os karas, calú, chumbinho, magrí, Miguel, cabeção... deus como seria bom...
Meu irmão é a única pessoa que conheço que compartilha comigo esta paixão, claro que total influencia minha, fico indignada, quando ninguém sabe quem é Pedro bandeira, nem os karas, absurdo...
Mas fazer o que eu? Eu tive a sorte de ter lido e de ter sempre as mãos os exemplares de
Meus queridos karas, sempre prontos a agir contra tudo e todos... e se ninguém sabe, ah não importa sempre posso falar com meu irmãozinho sobre eles, e divagar...
Há uns anos escrevi uma carta para Pedro bandeira (amo escrever cartas)
Mas acho que a editora nunca entregou, não sei... hoje por incrível que pareça, não lhe procurei em blogs, sites etc. ..sei lá
Mas o que fica é que Pedro foi o patrocinador de horas deliciosas, e de umas lágrimas que marcaram uma cabeça de menina, mais que isso, ele é brasileiro e eu tenho orgulho disso!

Aos karas meu tributo...
Porque o Brasil tem sim heróis adolescentes que valem à pena...





terça-feira, 12 de julho de 2011

REBECCA DAPHNE DU MAURIER/ ALFRED HITCHCOCK

Daphne du Maurier nasceu no início do século XX e escreveu best-sellers romanticos que indiretamente lhe teceram uma história de amor, um leitor fascinado por suas histórias quis conhecer a autora e casaram-se pouco tempo depois em uma história digna de um de seus livros.

Rebecca é um livro ambientado na Inglaterra, em uma esplendorosa mansão chamada Manderley. Uma jovem dama de companhia cujo nome nunca é citado conhece e rapidamente casa-se com o viúvo Maxim de Winter, proprietário de Manderley e torna-se a segunda Mrs. Winter.
Após sua chegada a Manderley, inicia-se uma tormenta com a presença fastasmagórica de Rebecca, a linda e perfeita primeira senhora de Winter, exímia dona de casa,talentosa com cavalos e barcos, amada e admirada por todos,  a simples menção de sua existência anula completamente a personalidade tímida e insegura da nova senhora.
 A governanta mrs.Danvers faz tudo para que a estadia da moça seja repleta de fracassos, decepções e tristezas.
 o drama psicológico da segunda senhora de Winter, suas aflições até pueris inquietam, e a presença quase que sobrenatural de Rebecca, sua aura onipresente traz um que de mistério que torna tudo mais delicioso, novela aos moldes tradicionais de folhetim infalivelmente envolvente

A atmosfera é de um suspense e uma tensão tão pungentes que é impossível deixar de ler o livro, e o final é maravilhosamente justo e revelador.

Sobre o romance, existem rumores que seria um plágio da obra A Sucessora, escrito em 1934, da escritora pernambucana  Carolina Nabuco, (filha de Joaquim Nabuco) fica a dúvida, Daphne teve acesso à obra de Carolina ou é apenas coincidência como tantas outras?

 Chegou ao cinema pelas mãos do mestre do suspense Alfred Hitchcock, que pôs sua genialidade a serviço de uma obra bem estruturada, o inevitável ar de mistério de seu trabalho perdurou em Rebecca, a mulher inesquecível (1940), toda atmosfera soturna e envolvente de Manderley e seus habitantes foram fielmente traduzidos, Laurence Olivier viveu Max de Winter e Joan Fontaine a segunda Sra. de Winter (uma atuação fraca, em minha singela opinião) recebeu inúmeras indicações ao Oscar, seu legado foi uma obra bela e fiel ao livro, o que é muito difícil.







PALAVRAS ANIMADAS

Ando as voltas com inúmeras fixações, obsessões e manias que me divertem, distraem e fazem feliz, é um tantinho paranóico, bem, mas  nada patológico (será?)... não sei mas uma das que mais me dedico atualmente é ler e reler meus livros favoritos e ver e rever sua versão para o cinema, ah como eu amo ver um bom livro ganhar vida, voz e movimento num bom filme...
Arte dificílima de ser bem feita verdade, porém grandes obras já foram produzidas, tenho apreço especial por clássicos que tiveram versões ainda em preto e branco, nossa já assisti Rebecca de Hitchcock tantas vezes... tantas versões de áudio que nem sei, outra obra que me fascina é a obra prima de Emily bronte: o morro dos ventos uivantes, com algumas versões para o cinema( carinho especial pela versão de 1939), Porém ver Ralph Fiennes dar voz a Heatcliff, mexe comigo deveras...
Enfim, bons livros merecem bons filmes, vou recomeçar a escrever, dessa vez sobre os livros/filmes especiais para mim!!!